quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Maracujá: Uma fruta para plantar no seu quintal.

 


A boa produção do maracujá se dá quando as condições ambientais são adequadas para o seu desenvolvimento, florescimento e frutificação.

Você tem um belo quintal e quer aproveitá-lo com a produção de frutas, mas não sabe qual espécie cultivar? Plante maracujá! A boa produção da planta se dá quando as condições ambientais são adequadas para o seu desenvolvimento, florescimento e frutificação. 

 “Essas condições estão relacionados à temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, luminosidade e ocorrência de ventos fortes e geadas”, afirma Waldir Vicente dos Santos, professor do Curso CPT Produção de Maracujá.

 Conheça as condições necessárias para que o seu investimento dê certo e retorno:

 I- Temperatura:

  A temperatura afeta o metabolismo das plantas e, portanto, o seu crescimento, desenvolvimento e produção. A faixa de temperatura média anual adequada para a exploração comercial do maracujá é de 20 a 32°C, sendo considerada ótima a faixa de 23 a 27°C. 

 Em condições de baixas temperaturas, ocorre queda prematura das flores e frutos e interrupção da produção. O maracujá amarelo é sensível a ventos frios e geadas. 

 Já o maracujá roxo tem alguma resistência a geadas curtas. Por isso, em locais com altitude maior que 800 m, onde a temperatura oscila muito e ocorrem geadas, recomenda-se o cultivo de maracujá roxo. 

 II- Luminosidade:

 As plantas necessitam de luz solar direta para realizar a fotossíntese, processo pelo qual absorve a radiação e a reverte em energia química, que utiliza para produzir seu próprio alimento, transformando os nutrientes que absorve em substâncias que compõem seus tecidos (carboidratos, proteínas e gorduras). Assim, a intensidade da radiação solar interfere diretamente no crescimento e desenvolvimento das plantas. 

 O maracujazeiro amarelo necessita de, no mínimo, onze horas de luz por dia para florescer. 

 III- Altitude:

  O maracujá pode ser cultivado em locais com altitude de 100 até 1.500 m, desde que sejam satisfeitas as necessidades de temperatura e horas de luz. 

 O plantio em encostas deve ser feito de modo a expor as plantas à maior incidência de radiação solar possível. 

 IV- Ventos:

  Os ventos frios afetam o florescimento, diminuindo o vingamento dos frutos. Os ventos quentes e secos retiram a umidade do solo e das plantas, causando o murchamento das folhas. 

 Ventos fortes dificultam a polinização das flores pelas mamangavas. Em regiões onde ocorrem ventos fortes constantemente, é preciso usar medidas para reduzir os problemas que acarretam. 

 Devem ser preservadas as matas nativas nas proximidades da lavoura, e plantar uma barreira de plantas, alinhadas perpendicularmente aos ventos dominantes. Esta barreira é chamada de quebra-vento e não deve ser muito compacta, para permitir a passagem de parte do vento, fazendo a aeração do pomar.

 V- Chuvas:

  O maracujazeiro necessita de cerca de 800 a 1.700 mm de chuva por ano, bem distribuídos. No entanto, as chuvas fortes e em excesso durante o florescimento afetam a atividade dos insetos polinizadores e inviabilizam o grão de pólen, reduzindo a produção. 

 A planta resiste bem a uma estiagem curta, mas a seca prolongada retarda seu desenvolvimento e florescimento. Nos primeiros meses após o plantio, é indispensável o fornecimento adequado de água para o pegamento das mudas e seu crescimento inicial. 

 A falta de chuva pode ser complementada com a irrigação.



Fontes: www.cpt.com.br

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sábado, 6 de dezembro de 2025

Plantas Medicinais: Como identificaras plantas medicinais? Irei te explicar!

 


Para facilitar a identificação das plantas, incluímos o nome científico, bem como outros nomes populares de cada espécie.

As plantas são conhecidas por nomes populares (nomes comuns) como, por exemplo, camomila, capim-limão, boldo etc., e por um nome científico. Por exemplo, o nome científico da carqueja é Bacharis trimera, explica a Prof.ª Dr.ª Maria Bergo, do Curso Uso de Plantas Medicinais em Dermatologia. 

O nome comum é aquele que as pessoas dão a uma determinada planta, podendo variar de um local para outro ou até no mesmo local. Uma mesma espécie de planta pode ter diferentes nomes comuns. Por exemplo, o capim-limão pode ser chamado de capim-cidreira, erva-cidreira, capim-de-cheiro, dentre outros nomes. 

Ocorre, também, o uso de um mesmo nome comum para espécies de plantas diferentes. O nome erva-cidreira, por exemplo, é utilizado para, pelo menos, três diferentes espécies de plantas. 

Obs: Muitas vezes, a identificação das plantas somente pelo nome comum não é confiável. 

Outra forma de identificar as plantas é por seu nome científico. Este, normalmente, é composto por duas palavras em latim. 

A primeira palavra do nome indica o gênero, sendo que um mesmo gênero pode possuir várias espécies. A segunda palavra indica a espécie da planta, de forma que cada uma receba um nome que é só dela. 

O nome científico vem acompanhado, também, do nome ou da inicial do nome do estudioso que a classificou pela primeira vez.

 Veja um exemplo: 

 Vernonia condensata Beker é o nome científico do Boldo do Brasil, sendo que:

Vernonia indica o gênero 

condensata é o nome da espécie; e 

Beker indica qual foi o botânico que a classificou.

Outra espécie do mesmo gênero é Vernonia polyanthes, conhecido popularmente como Assa-peixe.

A nomenclatura científica é confiável, uma vez que o nome científico é universal, ou seja, é sempre o mesmo em qualquer parte do mundo, ao contrário do nome comum. 

Para identificar as plantas medicinais você pode utilizar a literatura específica, contendo ilustrações e a descrição anatômica das plantas, ou pode coletar material e enviar para centros de pesquisas ou universidades para que seja feita a identificação botânica da espécie. 

Nas fases do cultivo, da colheita, da secagem e do beneficiamento das plantas medicinais e aromáticas, é muito importante identificá-las pelo seu nome científico, além do nome comum. Todos os lotes de plantas que são colhidos devem ser acompanhados por uma ficha de identificação contendo, dentre outras informações, o nome científico e o nome comum da espécie.

Fonte: www.cpt.com.br

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