sexta-feira, 17 de abril de 2020

ÁRVORE FERIDA - COMO CUIDAR

Quer seja um acidente ou por causa das intempéries do tempo ou um ato humano, uma árvore que fique com a casca arrancada ou cortada, está em perigo. Nesse local, os cogumelos poderão instalar-se e a pouco e pouco começarem a corroer a árvore, no interior. Temos que agir rapidamente!


Em primeiro lugar, o betume

A melhor maneira de ajudar a árvore a curar as suas feridas consiste em colocar betume na ferida. Se forem deixados ao ar, os tecidos não têm protecção e são vulneráveis às infecções. Utilize betume em pasta, a espalhar com uma espátula. É menos prático que o betume em spray mas é mais eficaz. Se não tiver betume à mão, pode empregar outros produtos como a massa para juntas de bricolage ou silicone em tubo. É preferível tratar menos bem, que nada!
Se a ferida for um ramo partido, faça um corte limpo com a serra antes de passar o betume. Não deixe um ramo curto, caso o ramo se tenha partido perto do tronco: corte-o a 5 cm do tronco.
Talas e suportes
Se um ramo se curvar sem se partir, poderá ajudar a árvore a guardar os seus ramos. No caso de uma árvore jovem é fácil: basta colocar umas talas, isto é, atar uns paus rígidos, nos ramos que têm falta de apoio. Reforça-se e ajuda-se a árvore que tem os ramos descaídos a mantê-los mais levantados.
Se árvore já tiver alguma idade, deverá colocar suportes constituídos por vigas de ferro, colocados sobre um alicerce de betão. É uma operação mais difícil de efectuar, mas não se trata de corrigir a silhueta mas sim de salvar uma árvore!
Dobrado ou partido é igual !
Se um dos ramos da árvore está torcido e mesmo dobrado, é melhor, cortar. Algumas árvores têm ramos muito maleáveis como a aveleira, os salgueiros ou os cedros. Mas para outras, um ramo dobrado significa que os veios interiores do ramo estão quebrados. Este dano é invisível mas o ramo nunca recuperará totalmente. Neste caso, mais vale cortar o ramo e ajudá-lo a formar rebentos de substituição. Na realidade quando se corta um ramo, muitas vezes, aparecem ramos novos um pouco abaixo do sítio do corte: é nestes ramos que poderá escolher o substituto para o ramo cortado.

Ajude a recuperação
Depois de um acidente a árvore está fragilizada. Além de estar mais vulnerável aos seus inimigos (os cogumelos e os insectos da casca), também deve reconstituir uma grande quantidade de tecidos novos. Apreciará que lhe dêem algum adubo completo adicional, no fim do Inverno. Regue se o Verão for muito seco. Recuperará bastante mais rápido.
Se a árvore é antiga
A árvore com muitos anos é uma planta frágil e pode morrer rapidamente ou, ao contrário, pode "continuar" durante mais umas dezenas de anos, desde que receba cuidados adaptados. É importante nunca tapar uma cavidade. Deve evitar que a água da chuva entre (Se necessário, fabrique uma pequena calha por cima da cavidade, para evacuar a água para o lado do tronco) e que o ar possa circular livremente. Ao encher a cavidade de cimento, como se fazia antigamente, está a condenar a árvore enquanto que uma árvore oca poderá viver assim durante séculos.
Cicatrizes grandes, rodeadas por uma zona mais grossa, indicam que a árvore está a cicatrizar, lentamente.
Dica: um problema grande pode passar despercebido, como por exemplo, os chapéus dos cogumelos que se formam no tronco. Neste caso, há uma infecção que decorre e a árvore esta sob ameaça. Apenas um tratamento químico poderá estabilizar a evolução.
Corte os ramos, se necessário
Não é indispensável cortar os ramos para que a árvore viva bastante tempo: ninguém corta os ramos nas florestas selvagens. Mas numa árvore doente, um bom corte favorece o crescimento e dá vigor. As árvores de fruto reagem a esta operação muito bem. Diz-se mesmo tratar-se de uma poda de restauração. Consiste em cortar os ramos principais a 15 cm do seu ponto de crescimento, tendo o cuidado de deixar alguns ramos pequenos, os ladrões, que ajudarão na formação de ramos novos. As árvores de ornamento preferem uma poda menos severa. É preferível limpar a ramagem retirando os ramos menos vigorosos em vez de cortar os ramos grossos: isto iria apenas piorar a situação, mesmo se é feito regularmente.

Boas práticas
Seja qual for o caso, algumas precauções devem ser tomadas para não colocar a árvore em perigo:
- Não faça trabalhos próximo das raízes, em especial aplanamento ou construção pesada (fundações, por exemplo). Não passe por baixo da zona de copa dos ramos
- Coloque adubo rico em fósforo para alimentar a árvore: está demonstrado que isto trará força às árvores antigas.
- Deixe ficar a erva junto do pé. Da mesma forma que para uma árvore jovem não se deve deixar ficar a erva junto do pé, para as árvores antigas a erva limitará as intempéries ( aquecimento, geadas, erosão da chuva) e ajuda a manter uma boa saúde.

Fonte: planfor.pt


domingo, 5 de abril de 2020

ROSEIRAS CARREGADAS DE FLORES

Não tenha dó de podar drasticamente a planta. Sem esse cuidado anual, a planta produz poucas flores, fica com o formato desengonçado e, pior, vive pegando pragas e doenças. Há dois tipos de podas nas roseiras, a anual e a de manutenção. Conheça melhor cada uma.

Poda de manutenção

Deve ser realizada sempre que notar folhas secas e flores murchas, além de galhos tortos, secos ou mal formados. Não há uma época especial para fazer essa poda, mas evite o alto inverno para que os futuros brotos não queimem com a geada. Lembre-se de uma regra de ouro para cultivar roseiras: a flor nunca deve morrer no pé.

Poda anual ou de formação

Costuma ser feita uma vez por ano, de preferência entre o final de junho e o começo de julho (nas regiões mais quentes do país) ou no começo de agosto (nas cidades de inverno mais rigoroso). Há quem acredite que essa poda deva ser realizada no dia ou na véspera do São João (23 e 24 de junho), mas você não precisa ficar preso a essa crença – a tradição surgiu só para facilitar a lembrança de uma data anual. A poda de formação serve para que a planta produza novos galhos e esteja bem florida na primavera e no verão. Corte bem embaixo, 5 gemas acima do solo.

O corte correto

Use tesouras de poda compatíveis com a espessura dos galhos, que tenham lâminas afiadas e estejam bem limpas – ferramenta cega e enferrujada “mastiga” o ramo, ferindo a roseira e atraindo doenças. Faça a poda num dia fresco, de preferência manhãzinha, cortando sempre na diagonal, perto de uma gema.

O formato final

Procure deixar o arbusto com a aparência final de uma “taça” – de um único tronco do chão devem partir de 3 a 5 galhos que não se cruzam. Ao se decidir entre duas gemas próximas, mantenha a que esteja voltada para o lado de fora da “taça”. Não tenha dó: de cada ramo bem podado vão surgir outros três, carregados de botões.

Segredinhos

Pingue uma gota de própolis em cada corte do galho para estimular a rápida cicatrização e impedir que ele funcione como porta de entrada para doenças fúngicas e bacterianas. Aproveite os galhos eliminados para multiplicar suas roseiras: cada estaca tem 20 cm e deve ser mantida em terra adubada à sombra até enraizar.
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